De acordo com Dr. Harold Koenig (psiquiatra e o maior pesquisador da atualidade sobre religião, espiritualidade e saúde – Universidade de Duke, EUA), durante a maior parte do século XX, a resposta para a pergunta “Crenças religiosas e práticas espirituais ajudam as pessoas a lidarem melhor com suas questões?”, seria “Não”. Na melhor das hipóteses, religião era algo considerado irrelevante para a saúde. E na pior, como algo emocionalmente doentio e um sintoma ou causa da neurose.
Este quadro começou a mudar a partir do momento em que pesquisadores passaram a estudar sistematicamente as conseqüências das crenças e práticas religiosas. Mesmo antes do ano 2000, mais de 700 estudos examinaram a relação entre religião, bem-estar e saúde mental.
Tais práticas não foram associadas apenas a menor índice de depressão ou recuperação mais rápida de estados depressivos (60 de 93 estudos), menor taxa de suicídio (57 de 68), menor ansiedade (35 de 69) e menor abuso de substâncias (98 de 120). Também foram associadas ao bem-estar, esperança e otimismo (91 de 114), maior propósito e objetivo de vida (15 de 16), maior realização e estabilidade nas relações conjugais (35 de 38) e maior apoio social (19 de 20).
Atualmente, fatores religiosos e espirituais teem se configurado como tema de pesquisa na área de psiquiatria. Por muito tempo, crenças e práticas religiosas estiveram diretamente relacionadas à histeria, neurose e delírios psicóticos, no entanto, estudos recentes teem revelado outro lado da religião, servindo como recurso psicológico e social para lidar com situações estressantes.
Atualmente, começa a chamar atenção da Comunidade Científica o fato de alguns pacientes responderem de forma mais satisfatória a determinados tratamentos médicos quando possuem algum tipo de crença religiosa/espiritual, independente de estarem ligados a uma religião tradicional ou a uma busca pessoal.
Segundo Panzini e colaboradores, no desenvolvimento dos estudos sobre a qualidade de vida, a importância e o envolvimento das questões espirituais estiveram presentes desde o início. Com isto, o campo de qualidade de vida pode se tornar um mediador entre o campo da saúde e o campo das questões religiosas/espirituais.
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